Conecta

Sé parte Contacto

Projeto de lei tem como objetivo impulsionar a economia digital

8/11/16

Regulamentos para regular novas plataformas e aplicações.
Tiempo de lectura: 2 minutos

Duas associações ligadas às novas tecnologias - a Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (CUTI) e a Câmara de Economia Digital do Uruguai (CEDU) - apresentaram um projeto de lei no Parlamento para promover a instalação e o desenvolvimento de plataformas de economia colaborativa, como Uber ou Airbnb, e para resolver seu controle pelo Estado.

 

Eles pretendem capacitar o setor, permitindo o acesso a benefícios fiscais e eliminando barreiras "injustificadas" à entrada no mercado. Quanto à regulamentação, o texto afirma que quando as plataformas "prestarem outros tipos de serviços, estarão sujeitas à regulamentação específica do setor de atividade em que operam".

 

O presidente do CEDU, Marcelo Montado, disse ao El País que a proposta foi elaborada sob o preceito de que as atividades devem ser regulamentadas e não as aplicações. Ele esclareceu que "todos os atores destas novas economias devem pagar impostos e adaptar-se às regulamentações existentes", embora ele tenha solicitado a "atualização" destas regulamentações.

 

O projeto de lei argumenta que as agências estatais responsáveis pelo controle das atividades cobertas pelas novas tecnologias "devem agir em coordenação para regular e exercer seus próprios poderes legais, fornecendo uma estrutura regulatória apropriada para permitir o desenvolvimento de atividades relacionadas com a economia colaborativa".

 

Por sua vez, indica que eles devem assegurar "que os requisitos para acesso ao mercado não serão discriminatórios, e devem ser justificados e proporcionais à realidade específica do negócio, sem privilegiar um modelo em detrimento de outro". Esta seção parece estar de acordo com uma decisão da Comissão de Defesa e Promoção da Concorrência - um órgão descentralizado do Ministério da Economia - que após rejeitar uma reclamação dos empregadores de táxi, analisou que o setor de transporte privado de passageiros tem barreiras que dificultam o acesso e a livre concorrência.

 

Os grémios também pedem para observar a regulamentação "se os serviços são prestados por entidades profissionais ou por indivíduos ocasionalmente, bem como o grau de influência exercida pelas plataformas de colaboração sobre seus clientes prestadores de serviços".

 

O último artigo menciona o requisito para que os pedidos cumpram "os requisitos de informação". Estabelece que eles serão obrigados a informar aos usuários e aos órgãos públicos competentes seu nome empresarial, representante legal, domicílio ou endereço de um estabelecimento permanente no país, e os dados referentes a "qualquer autorização, permissão, licença ou outros requisitos administrativos necessários para sua atividade".

 

A iniciativa foi apresentada à Comissão de Inovação, Ciência e Tecnologia dos Deputados, que tem em análise um projeto governamental que visa regulamentar a atividade de Uber e aplicações similares dedicadas ao transporte de passageiros, e também uma proposta do legislador José Carlos Mahía frontamplista cobrindo todas as novas plataformas.

 

Montado explicou que a motivação dos grémios para apresentar seu próprio projeto surgiu "para ver que existem leis (em estudo pelo Parlamento) que visam a economia colaborativa com mensagens restritivas e não alinhadas com a promoção da atividade".

 

Ele enfatizou que o Uruguai tem infra-estrutura tecnológica, pessoal treinado e boa penetração da Internet, portanto "tem um enorme potencial" para avançar "na criação de um ecossistema efervescente" a nível digital. "Temos os insumos necessários, temos que ir à procura da onda para começar a surfá-la. Assim aparecem novos atores ou mais vindos do exterior", concluiu ele.

 

Fonte: El País

Compartilhe