O empresário e fundador da GeneXus, Nicolás Jodal, foi abordado por muitos empresários com idéias e interesse em desenvolver uma iniciativa, procurando o engenheiro para ajudá-los ao longo do caminho. É por isso que em 2014 a Jodal teve a idéia de criar uma organização que promovesse empreendedores tecnológicos e inovadores.
Ele contou sua idéia à empresária Sylvia Chebi, com quem compartilhou o empreendimento Greentizen, uma plataforma que promove ações que beneficiam o meio ambiente através de redes sociais.
Assim nasceu o ThalesLab, um edifício empresarial que começou a ajudar os empresários "um a um", em relação às estratégias empresariais, ao networking e aos aspectos tecnológicos do projeto. Chebi, que atua como diretor executivo, disse que a maioria dos empresários que vêm a ela não são estudantes que saem da faculdade com uma idéia, mas "pessoas que estão expostas a um problema, que trabalham em uma indústria ou estudaram muito um tópico e encontram um nicho para resolver".
Nestes três anos, 20 empresas foram criadas no ThalesLab - como Fútbol UY, Qoollet e Precios UY -em duas modalidades: como startups ou como spin-offs tecnológicos criados em empresas já estabelecidas. "Hoje, a maioria deles são startups, mas já tivemos alguns spin-offs. Temos ajudado as empresas a inovar de uma forma não tradicional. Se você coloca inovação dentro da estrutura, ela geralmente acaba matando a inovação", resumiu Chebi.
Por esta razão, a fim de continuar promovendo a criação de spin-offs, ThalesLab assinou um acordo com o Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para o crescimento da área de empreendimentos corporativos.
Inovando em casa
Numa época em que as tecnologias disruptivas atingem vários setores produtivos, a importância de inovar nos processos e na forma de atingir os clientes está se tornando uma preocupação das empresas uruguaias. É por isso que o espírito empreendedor, segundo o diretor executivo da ThalesLab, deve ser levado em conta.
"Quando um funcionário tem a idéia de fazer uma inicialização, ele normalmente trabalha nela em seu tempo livre. Se começa a dar certo, eles têm que decidir entre ficar na empresa e abandonar sua idéia, ou se dedicar ao início e deixar a empresa, e em ambos os casos, acreditamos que ambos perdem", insistiu o empresário.
Desta forma, a empresa "mãe" está envolvida na startup como sócia, ajudando com capital próprio e fornecendo recursos para desenvolver sua idéia mais rapidamente. "Acreditamos que este é o caminho para as empresas inovarem e também dá às pessoas que trabalham nas empresas uma perspectiva de carreira diferente", explicou ele.
Foco no produto
Desde o ano passado, o ThalesLab mudou sua forma de operar e os empreendimentos fazem parte de um programa de treinamento de quatro meses, reunindo-se uma vez por semana. Nosso objetivo", explicou Chebi, é "que os empresários desenvolvam um produto, protótipo ou primeira versão, e tenham uma empresa a caminho de ser incorporada". Queremos acelerar o processo e não deixar a idéia flutuando por muito tempo.
O foco do programa de treinamento da ThalesLab é a execução de um bom produto, para ir ao mercado e preencher aquele nicho que não foi coberto. "Não damos tanta ênfase a eles fazendo um bom arremesso, nem os treinamos para participar de concursos e competições". Esse não é o foco para nós; o foco é que eles tenham um bom produto", disse ele.
"O foco não deve ser desenvolver bem o campo, mas fazer um bom empreendimento". Sylvia Chebi, co-fundadora do ThalesLab
O apoio financeiro direto não está entre os serviços oferecidos pela ThalesLab, mas oferece aos empresários acordos com plataformas que lhes fornecem insumos para seus negócios e os ajudam a obter investimentos, tanto da Agência Nacional de Investimentos como de investidores privados.
Chebi se considera uma "ativista de gênero", e é por isso que ela trabalha para levar mais mulheres para a indústria das TIC, e isso não foge dos projetos do ThalesLab.
"A diversidade traz valor. Quanto mais diversificadas forem as equipes, mais valor a empresa terá. Isto é verdade tanto em termos de gênero quanto em termos de antecedentes e interesses dos membros da equipe", resumiu ele.
Fonte: O Observador
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