BOKI é uma aplicação uruguaia de inovação educacional que já está sendo utilizada por mais de 45 mil estudantes em educação pública e privada no Uruguai e que anos atrás foi reconhecida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e recentemente premiada pela Universidade da Califórnia, campus de San Diego.
Seus usuários são distribuídos entre escolas públicas através do Plan Ceibal - uma aliança criada há oito anos - e 17 escolas em Montevidéu, uma em Durazno e uma em Punta del Este. Mas isto não é o fim da ação da Edu Editorial, responsável por esta aplicação: BOKI também é utilizado em uma escola no Peru e está vindo para o México e a República Dominicana. Esta semana, um dos parceiros voltou do país asteca onde planeja levar a ferramenta para 150 escolas públicas e uma escola privada como plano piloto.
"Algumas escolas não pedem mais o livro impresso (do assunto) porque o substituem pelo BOKI; outras o utilizam como complemento", disse o diretor da Edu Editorial, Mercedes Fonseca, à Cromo.
Há duas maneiras de acessar o BOKI. Algumas escolas assumem o custo total de sua instalação para projetar a ferramenta em suas telas ou quadros brancos digitais, computadores, dispositivos móveis e até mesmo para os computadores individuais de seus alunos. Isto é possível porque a instituição compra licenças anuais. Outra forma - que foi adotada por várias escolas - é repassar o custo aos pais, incluindo o aplicativo na lista de materiais. "Nós lhes oferecemos interatividade. (Estas instituições) não tinham o conteúdo necessário para aproveitar a tecnologia", disse ele.
O BOKI tem conteúdo curricular aprovado pelos órgãos oficiais e desenvolvido por uma equipe de educadores, professores, instrutores e especialistas. Todo o conteúdo das ciências naturais para as 4ª, 5ª e 6ª séries foi adaptado e uma seleção do mesmo para a 1ª, 2ª e 3ª séries. Edu Editorial começou a acrescentar conteúdo de ciências sociais. "A metodologia está focada no trabalho por projetos", disse Fonseca.
No total, tem mais de 80 unidades de conteúdo, mais de 80 experiências, mais de 800 atividades interativas e mais de 80 desafios para a casa.
"As crianças estão realmente interessadas nisso. Eles estão acostumados a usar aplicativos e dispositivos educacionais em casa. O BOKI traz esta realidade para sua escola. A interatividade os motiva", disse Mercedes Fonseca.
Os pais também participam de jogos de aprendizagem colaborativa com seus filhos e os professores podem acompanhar o desempenho de seus alunos nas diferentes unidades. A plataforma não requer nenhum treinamento prévio de sua parte. As crianças também coletam cartões virtuais a cada conquista (os níveis têm dificuldade progressiva) a fim de desbloquear um álbum.
As experiências internacionais realizadas desde 2018 foram feitas com conteúdos uruguaios, por isso a equipe está agora adaptando-as ao currículo educacional de cada país.
BOKI foi recentemente premiado pela Universidade da Califórnia, campus de San Diego. O empreendimento uruguaio ganhou o primeiro prêmio no Venture Vetting Pitch Competition 2019, na categoria para latino-americanos. Além do prêmio, os líderes do BOKI receberão a orientação da universidade e a possibilidade de gerar contatos que eles esperam facilitar o crescimento do projeto na região.
Fonte: O Observador
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