Conecta

Sé parte Contacto

Facebook seleciona empresa uruguaia para criar soluções de realidade aumentada

15/02/19

A Fábrica Elétrica é uma das 20 empresas escolhidas pela rede social para criar filtros que ajudam as marcas a gerar conteúdo utilizando esta tecnologia.
Tempo de leitura: 3 atas

Os filtros com orelhas de cachorro, o fundo de uma praia ou corações movendo-se através da tela, entre outros que os usuários podem colocar no Facebook, Instagram ou histórias do Messenger, têm uma tecnologia por trás deles: a realidade aumentada. Esta tecnologia permite visualizar parte do mundo real através de um dispositivo com informações gráficas adicionais.

 

O grupo de inovação uruguaio The Electric Factory (THEF), foi selecionado pelo Facebook para tornar-se um parceiro e desenvolver alguns desses filtros para os Estados Unidos e América Latina, permitindo que as marcas criassem conteúdo com realidade aumentada. A rede social tem uma plataforma chamada Spark AR para gerar produtos para este fim, e 20 empresas parceiras no mundo inteiro, incluindo cinco na América do Sul (três brasileiras, uma argentina e uma uruguaia THEF).

 

O co-fundador da empresa, Avedis Boudakian, disse ao El Observador que depois de trabalhar em vários projetos no México e em Miami, e de treinamento na tecnologia com o Facebook, eles assinaram o acordo para se tornarem um parceiro oficial. Além de ser utilizada para criar filtros faciais, a plataforma permite que as marcas "se conectem com o público de uma forma muito relevante". "As marcas estão falando de coisas o dia todo, mas está provado que quando os usuários falam de marcas, é mais benéfico para eles", explicou ele.

 

Para Boudakian, é interessante que o usuário comece a criar conteúdo usando a realidade aumentada proporcionada por uma marca. "Não é a mesma empresa que diz 'compartilhe esta imagem e ganhe um prêmio', para outra que gera a oportunidade de criar conteúdo valioso, colocando uma máscara em seu rosto, ou com um jogo".

 

Além disso, a utilização da realidade aumentada nestas redes sociais é, para Boudakian, uma forma de "democratizar o acesso à tecnologia". "Antes, se uma marca queria fazer algo com realidade aumentada, eles precisavam de um aplicativo, adaptá-lo para Android ou iOS, e os custos de produção e publicidade eram altos. Em qualquer projeto, você acabou gastando muito dinheiro. Com isso, qualquer marca pode acessar a realidade aumentada a um preço mais baixo", disse ele.

 

Em um nível funcional, a realidade aumentada pode ser usada para prever como seria uma peça de mobiliário ou aparelho em um espaço. "Você pode vê-lo antes de comprá-lo, com um nível de detalhe que parece quase real". O co-fundador do THEF mencionou o uso no setor cosmético, testando a maquiagem antes de comprá-la. "Fizemos um projeto com a Lancome, onde as pessoas podiam experimentar a cor base da pele para então ter mais opções, e o usuário compra um produto que funciona para eles", disse ele.

 

Outro aspecto interessante da tecnologia é que ela não requer que o usuário faça o download de nada. "O sistema cria uma URL que pode ser usada em qualquer plataforma para que o público possa acessá-la simplesmente clicando sobre ela. Fazendo isso, abre a câmera do Facebook, Instagram ou Messenger (dependendo de onde o filtro estiver) e pode viver uma experiência de realidade aumentada em segundos", disse ele.

 

Tendência incipiente

O uso da realidade aumentada para publicidade e marketing está em seus primórdios. "As empresas estão explorando e há muitas que não sabem que podem colocar sua marca lá". Na América Latina está crescendo muito rápido, temos uma grande demanda de trabalho, e este tipo de tecnologia é ideal. Ela fornece valor de comunicação da marca e aspectos funcionais dos produtos", disse o empresário.

 

No Uruguai, eles trabalharam durante a Copa do Mundo com o BBVA fazendo filtros onde as pessoas podiam se disfarçar com o clássico boné russo e o rosto pintado de azul claro. Boudakian acrescentou que as possibilidades "são infinitas", e são aprimoradas quando esta tecnologia é integrada com os chatbots. "Estamos com dois projetos muito interessantes onde integramos ambas as tecnologias e os resultados que estamos vendo são incríveis, não apenas o assistente é virtual, mas ajuda a escolher e experimentar o produto, não tenho dúvidas de que isto vai gerar uma revolução na forma como muitas empresas vendem", disse ele.

 

Fonte: O Observador

 

Compartilhe