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O CEDU iniciou seu ciclo de treinamento em 2021 com recomendações para evitar fraudes no comércio eletrônico

30/03/21

A primeira entrega ficou a cargo de Sebastián Franco e Ricardo Pinillos da Evertec, empresa líder na América Latina e no Caribe em tecnologia e transações eletrônicas.
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Após uma experiência bem sucedida durante 2020, a Câmara de Economia Digital do Uruguai (CEDU) iniciou seu ciclo de treinamento 2021, com o objetivo de fornecer conhecimentos e ferramentas necessárias para o desenvolvimento no mundo do comércio eletrônico.

A primeira instância deste ano contou com a presença de Sebastián Franco e Ricardo Pinillos, Gerente de Pré-Vendas e Gerente de Produto da Evertec, respectivamente, uma empresa líder na América Latina e no Caribe em tecnologia e transações eletrônicas, para abordar o problema da fraude no comércio eletrônico e como as empresas podem prevenir este crime.

No início da palestra Pinillos descreveu a fraude no comércio digital como transações que não são realizadas pelos titulares das contas envolvidas ou que são passadas adiante como tendo sido realizadas.

Franco salientou que este crime se materializa quando os diferentes métodos de pagamento entram em jogo nos procedimentos do mercado eletrônico, mas Pinillos descreveu várias etapas anteriores que levam à fraude e como as organizações criminosas envolvidas agem. Em primeira instância, há um "vazamento de dados" que, através de diferentes mecanismos, os cibercriminosos conseguem roubar tanto de indivíduos quanto de empresas. Estas informações são vendidas a outros grupos criminosos que serão responsáveis pela execução da fraude.

"As pessoas são o elo mais frágil da cadeia, e é através delas que essas informações são excedidas", disse o especialista, já que existem diferentes mecanismos de engano pelos quais os usuários acabam confiando informações pessoais e bancárias a sites inseguros.

Apesar desta situação, Pinillos observou que as empresas são as mais prejudicadas neste tipo de crime, uma vez que o Mercado ou portas de entrada, geralmente, protegem os clientes e as empresas ficam sem o dinheiro e sem o produto ou serviço que tentaram comercializar. "Nos contratos com os cartões, geralmente, as empresas assumem os riscos. E no esforço de crescimento, eles não prestam atenção à segurança", acrescentou ele.

Pinillos também indicou quando situações de fraude no comércio eletrônico tendem a ocorrer com mais freqüência. Um deles é através de produtos de alto valor (como telefones celulares, tablets ou outros dispositivos eletrônicos), que são "altamente revendíveis" devido a sua alta demanda. Também pode ocorrer através de serviços que requerem pagamentos através de intermediários (pagamentos de impostos, assinaturas, etc.) ou através de contas onde o dinheiro precisa ser debitado.

"Estes mecanismos podem dar a impressão de que o comerciante está obtendo mais lucro, mas na realidade eles estão sendo vitimizados por cibercriminosos, já que fazem depósitos, mas na verdade conseguem o dinheiro de alguma outra forma", acrescentou Franco, observando que não só os comerciantes físicos podem ser afetados por fraudes.

Com este crime, as empresas não só podem ser prejudicadas economicamente, mas também em sua reputação, pois os clientes o perceberão como um local inseguro para fazer compras e também perderão a confiança das marcas que vendem. "Posso perder pouco dinheiro, toda minha rentabilidade ou afetar todo o meu negócio com a perda de fornecedores", disse Franco.

Em vista disso, os especialistas indicaram quais são os mecanismos para estabelecer a segurança nas lojas e evitar ser vítima de fraude. Pinillos salientou que o principal é que as organizações têm seus próprios mecanismos de controle para verificar as informações dos usuários, além dos sistemas que podem oferecer ao Mercado. Franco salientou que o uso da tecnologia é de suma importância, uma vez que a biometria, a inteligência artificial e outras podem rastrear os hábitos dos usuários, o que permite detectar ações suspeitas.

Além disso, eles notaram a importância dos protocolos de autenticação de usuários utilizados por diferentes sites, permitindo maior segurança para os comerciantes.

Finalmente, eles enfatizaram a necessidade de detectar ações que possam estar indicando um possível risco de fraude, como um crescimento abrupto na venda de certos produtos, os horários em que as transações são feitas e as áreas geográficas de onde eles provêm. "Muitas vezes nos concentramos nos aspectos positivos de fazer mais vendas e não somos capazes de perceber os riscos existentes", disse Pinillos.

Esta reunião, assim como todas aquelas realizadas em 2020, pode ser revivida no canal do Youtube "CEDU Uruguay" https://www.youtube.com/channel/UCnAmlBELH0REWgf-TwdXriA

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