Escolha o produto ou serviço específico, envie o pedido e aguarde as opções em um prazo máximo de 48 horas. Esta é a proposta do E-buyers, uma plataforma on-line para compras corporativas que conecta clientes com fornecedores.
O empreendimento, liderado por Martín Van den Dorpel, Fabio Cardozo e Luis Laxalt, atraiu em apenas três meses a atenção de 70 fornecedores, 150 usuários compradores e tem um catálogo de mais de 30.000 produtos. A plataforma já inclui empresas como a Salus, Mosca Office e Claro.
A idéia nasceu em 2015, concretizada este ano e começou a operar em julho, quando os sócios foram instalados na incubadora Ingenio. "A idéia é validada, há uma necessidade de nicho na compra corporativa a partir da venda e da compra", disse Van den Dorpel, acrescentando que o serviço resolve problemas de ineficiência, tempo e custos.
"Nós oferecemos segurança. Ao comprador, que ele encontrará o que está procurando e, ao fornecedor, que seu produto será encomendado. Com a opção de 'usuário administrador' e 'usuário alternativo', a eficiência de uso é melhorada. O usuário alternativo pode ser um especialista de uma área que escolhe os produtos específicos de que necessita, os coloca no carrinho de compras e depois os envia para o administrador. Este último é o único autorizado a confirmar a compra", explicou ele. Por exemplo, se for necessária uma caneta, o sistema mostra quais modelos estão no banco de dados, o usuário alternativo escolhe um e o administrador confirma o pedido. O pedido vai para os fornecedores e eles enviam a proposta de preço em menos de 48 horas. "Em papelaria já alcançamos um tempo de resposta de 30 minutos", disse Cardozo.
O projeto está crescendo a uma taxa de 50% por mês no faturamento. Transacciona US$ 20.000 por mês com pedidos que variam de US$ 1.000 a US$ 200.000. Os principais itens são papelaria, higiene, limpeza e tecnologia. Os compradores eletrônicos cobram 3% mais IVA pelos pedidos atendidos aos fornecedores.
Outra conquista é a redução de custos. Uma empresa do setor de papelaria reduziu em 35% os custos de aquisição de mercadorias e outra de limpeza chegou a 51%, os empreendedores se agarraram.
O site não fornece o nome do fornecedor até que a compra seja confirmada. Este anonimato procura "democratizar", pois permite que as pequenas empresas - que por razões de marketing não seriam capazes de vender a grandes empresas - façam ofertas a preços razoáveis.
Há três semanas, o E-buyer recebeu apoio da ANII e já está desenvolvendo novas funcionalidades, tais como poder "levantar" o histórico do pedido e repetir um carrinho já solicitado ou agendar pedidos em datas específicas, disse Laxalt. Para 2017, uma vez consolidado no Uruguai, o plano é desembarcar em mercados como o Paraguai, Bolívia e Peru.
Fonte: El País
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