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CEDU abordou os impactos e desafios da revolução tecnológica no setor industrial

10/10/18

"Os analfabetos do futuro são aqueles que hoje não têm uma educação digital", advertiu Guillermo Varela, presidente da Câmara da Economia Digital.
Tiempo de lectura: 2 minutos

O impacto da mudança tecnológica na produtividade, crescimento e emprego foram abordados por Guillermo Varela, presidente da Câmara de Economia Digital do Uruguai (CEDU), durante um café da manhã organizado pela Associação de Gerentes de Marketing do Uruguai (ADM). 

 

Em um painel de discussão ele compartilhou com o engenheiro Leonardo Loureiro, presidente da Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (Cuti), e o economista Fernando Isabella, diretor de Planejamento no Escritório de Planejamento e Orçamento (OPP), Varela advertiu que "a tecnologia está chegando para transformar radicalmente nossos negócios e nossa indústria". 

 

Em referência ao desenvolvimento da economia digital, ele destacou mudanças como a tendência ao desaparecimento do dinheiro, um fenômeno impulsionado pela Lei de Inclusão Financeira, que levou a que 64% dos adultos uruguaios fossem depositados em 2017, quase o triplo dos 24% registrados em 2011. Na mesma linha, enquanto em 2014 apenas 33% das transações foram feitas por pagamento digital, em 2017 elas foram de 53%.  

 

"Os analfabetos do futuro são aqueles que hoje não têm educação digital", disse ele, analisando as projeções de emprego e a relevância do treinamento digital apoiado por uma mudança cultural. "Temos que aprender a aprender e fazer isso o tempo todo, senão não teremos tempo suficiente para treinar os jovens para todas as mudanças tecnológicas que estão por vir", disse ele.   

 

O executivo salientou que "raramente um país não desenvolvido teve tantas oportunidades como agora e devemos trabalhar para isso". Continuando com a análise, Fernando Isabella explicou que as tarefas rotineiras e manuais acabarão tendo um grau de automação mais elevado do que as tarefas não rotineiras e cognitivas. Ao mesmo tempo, ele introduziu as projeções da OPP para o Uruguai por volta de 2050, quando se espera que a população esteja próxima de quatro milhões de habitantes, nos quais entre 20% e 26% terão mais de 65 anos de idade.  

 

"A mudança tecnológica é a principal força para o desenvolvimento e não só torna possível melhorar as condições de vida, mas também tornar todo o sistema de proteção social sustentável no contexto de uma sociedade em envelhecimento", disse ele. Neste sentido, ele acredita que o Estado deve estar envolvido, pois somente a regulamentação e a intervenção pública podem garantir a implantação do potencial da tecnologia e a distribuição de seus frutos na sociedade. 

 

"As habilidades que hoje exigimos para novos empregos não estão disponíveis para aqueles que procuram trabalho", disse Loureiro, que analisou a revolução tecnológica como um fenômeno que está tendo um rápido impacto em todos os setores da indústria e do emprego. O especialista alertou sobre o papel da educação, que ele acredita que deve proporcionar treinamento com o futuro em mente e levando em conta os avanços no meio ambiente.

 

 

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