Que um quiosque pode cobrar através de uma carteira eletrônica e depois pagar seus fornecedores com dinheiro eletrônico, independentemente do fornecedor de tecnologia que possui cada um deles.
O desafio foi lançado há alguns anos pela GSMA (um órgão regulador global de telecomunicações), para o qual definiu um único padrão de interoperabilidade de dinheiro eletrônico chamado GSMA Mobile Money API, que funciona entre os atores do ecossistema (empresas de telecomunicações, bancos, governos, comerciantes, distribuidores, consumidores finais, instituições financeiras, entre outros).
Em 2017, a empresa uruguaia In Switch, especializada no desenvolvimento de soluções de dinheiro eletrônico, tomou o bastão durante o Mobile World Congress (MWC), trabalhou durante um ano e se tornou a primeira empresa do mundo a implementar o padrão.
A realização foi reconhecida pela própria GSMA, que convidou a In Switch a apresentar o caso em uma das palestras no MWC 2018 em Barcelona, o mais importante congresso mundial sobre inovação móvel.
A empresa apresentará sua história de sucesso na próxima segunda-feira no painel Payments As A Platform: Unlocking The API Economy And The Future Of Digital Innovation, disse Amilcar Perea, CEO da In Switch. "Estamos participando pela segunda vez consecutiva do congresso com um estande como única empresa uruguaia, com o bônus adicional de termos sido convidados a mostrar o feito em uma palestra. Lá contaremos sobre nosso papel como pioneiros na sua implementação no mundo", disse ele.
Perea disse que o padrão será implementado no início de março no projeto de carteira eletrônica Tigo Money na Bolívia, que tem 400.000 usuários, mas o plano é que a partir de agora todos os seus produtos sejam lançados com este padrão. Ao mesmo tempo, durante este ano ela será incluída nos 10 projetos de carteira eletrônica que a empresa já possui na América Latina, que no final deste ano terá 10 milhões de usuários.
"O positivo disto é que, como é o padrão global, ele é implementado agora e dura para sempre". Este é um diferencial da In Switch, para garantir a interoperabilidade com nossos clientes atuais e futuros, e abre as portas para mercados como Ásia, Oriente Médio e África, que abordaremos em 2019", concluiu.
Fonte: El País
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