O Uruguai enviará uma missão comercial a Nova Iorque a fim de "ampliar e aprofundar" sua presença no mercado norte-americano com empresas exportadoras de alimentos e serviços, disse hoje o diretor do Instituto de Promoção de Exportações e Investimentos Uruguai XXI, Antonio Carámbula, à Efe.
"A idéia é expandir o mercado e, sobretudo, em alguns casos destas empresas, que já estão instaladas e já têm uma presença comercial, o objetivo é aprofundar os mercados", comentou o executivo.
Ele também reiterou que "nos últimos anos, os Estados Unidos passaram a ter uma posição forte em termos de bens, especialmente em agroalimentares e serviços, sendo o principal destino para a produção de serviços globais".
A delegação participará de reuniões com os homólogos locais entre 24 e 26 de abril e será composta por 10 empresas uruguaias exportadoras de alimentos, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e serviços de arquitetura e engenharia.
Carámbula salientou o "grande apoio" dado pelo Consulado do Uruguai em Nova York a esta iniciativa, que é o quarto ano consecutivo que ela é realizada.
A este respeito, ele destacou uma reunião de networking que acontecerá no Consulado uruguaio com empresários americanos, além da contribuição de uma empresa americana que coordenará as agendas de negócios entre a delegação uruguaia e as empresas locais "parceiros potenciais".
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de TIC do Uruguai, com 41% do total, de acordo com a última pesquisa realizada pela Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (Cuti).
"Nos últimos tempos, tornou-se o setor mais dinâmico da economia do país, e praticamente 41% do que exportamos para o mundo é exportado para os Estados Unidos, que é nosso principal comprador", disse ele.
Com relação às exportações de alimentos, os Estados Unidos são o terceiro destino das exportações uruguaias de mercadorias, depois da China e do Brasil, com 6% ou 7% do total das exportações.
"Neste primeiro semestre de 2017, se o compararmos com o primeiro semestre de 2016, tivemos um crescimento de 25%. Estamos falando de um valor um pouco inferior a 100 milhões de dólares, mas para a escala uruguaia é um valor importante", explicou ele.
"Sem dúvida, o fato de nossos produtos alimentícios serem considerados, do ponto de vista da segurança alimentar, especialmente pela imagem que tem a rastreabilidade da carne, ajuda muito a entrar em um mercado tão exigente quanto o dos Estados Unidos", acrescentou Carámbula.
Fonte: Portal de Montevidéu
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