A rotatividade no setor de tecnologia da informação (TI) no Uruguai cresceu 6% no ano passado em comparação com 2017. Isto implicou em um recorde para o setor, já que 2018 tornou-se o ano com a maior rotatividade desde que os registros foram mantidos.
Isto de acordo com os dados da pesquisa anual realizada pela Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (Cuti) à qual El País teve acesso.
O aumento do faturamento do setor é explicado principalmente pelo aumento das exportações, que cresceram 13% em 2018. Como explicou ao El País o presidente do Cuti, Leonardo Loureiro, este é "um fato muito relevante e é uma figura que representa muito mais do que aquilo que temos vendido".
O volume de negócios em 2018 atingiu US$ 1.687 milhões, o que implicou um crescimento de 6% em comparação com o ano anterior, quando esse valor havia sido de US$ 1.589 milhões.
De acordo com Loureiro, o setor tecnológico tem "muito mais potencial" para crescer. Ele disse que da Cuti foi apresentada aos candidatos presidenciais a possibilidade de que a TI passe de representar hoje 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para representar 5% cinco anos à frente.
Dos US$ 1.687 milhões faturados pelo setor em 2018, US$ 771 milhões correspondem a exportações mais vendas das subsidiárias, enquanto US$ 917 milhões são para vendas no mercado interno. Estes números em 2017 tinham sido de US$ 684 milhões e US$ 905 milhões, respectivamente.
Quando analisados por segmento de negócios, os dados mostraram que a "infra-estrutura de TI" continuou a ser o setor com a maior rotatividade.
No entanto, Loureiro explicou que este fenômeno tem a ver com a participação da Antel no setor. Se os dados desta empresa forem retirados da análise, o setor com maior faturamento e maior tamanho é o setor de serviços, que registrou vendas de US$ 401 milhões, 2,2% a mais do que em 2017.
Sobre o peso do segmento de serviços, o presidente da CUTI disse que a guilda procura mudar a tendência. "Queremos transformar a liderança do setor de serviços porque é importante no caso das exportações, por exemplo, já que existem dois terços dos serviços e um terço dos produtos. Queremos mudar isso para que haja maior crescimento (na comercialização de produtos) e economia de escala", explicou Loureiro.
Fonte: El País
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