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A robotização é responsável por algumas das perdas de empregos, mas também oferece novas oportunidades

10/10/18

As mudanças tecnológicas aceleram a automação dos empregos (ou robotização), com o conseqüente efeito sobre o emprego. Para o governo e para a Câmara de Tecnologia da Informação, estes não são todos riscos e há oportunidades no processo.
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A mudança tecnológica não é algo que está esperando no futuro, agachado, é algo que podemos ver e observar empiricamente na realidade da economia uruguaia e do mercado de trabalho", disse Fernando Isabella, diretor de Planejamento no Escritório de Planejamento e Orçamento (OPP).

 

Desta forma, Isabella iniciou um debate organizado pela Associação de Gestores de Marketing (ADM) chamado "Impacto da mudança tecnológica na produtividade, crescimento e emprego", no qual participaram também o presidente da Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (Cuti), Leonardo Loureiro e o presidente da Câmara de Economia Digital do Uruguai (CEDU), Guillermo Varela.

 

Para o diretor de Planejamento da OPP, a automação do trabalho "é uma realidade" e uma das razões pelas quais as pessoas perdem seus empregos no Uruguai.

 

No entanto, ele apresentou dados mostrando que o período de maior aplicação da tecnologia no mercado de trabalho uruguaio coincide com um dos períodos mais importantes de expansão do emprego na história do país.

 

A este respeito, ele disse que isto mostra que "os desenvolvimentos tecnológicos envolvem, sem dúvida, riscos em termos de emprego, mas eles também envolvem oportunidades".

 

Sobre os impactos da mudança tecnológica no emprego, Isabella observou que "não é a primeira vez que o mundo está enfrentando um período de fortes transformações tecnológicas". Entretanto, ela indicou que "muito mais" progresso deve ser feito para melhorar aspectos-chave como a educação.

 

Segundo o presidente da Cuti, "o grande problema" é que não é possível medir as conseqüências do impacto tecnológico sobre o emprego porque não se sabe o que acontecerá.

 

Além disso, ele disse que é "fundamental" que haja uma mudança "forte" no sistema educacional, pois atualmente não há pessoas com as ferramentas e conhecimentos necessários para trabalhar em áreas tecnológicas.

 

De acordo com Loureiro, devemos começar a treinar as crianças da escola para incorporar o conhecimento tecnológico. Ele também advertiu que se o país não avançar na educação "nos passará a onda" e o "futuro pode se tornar um pouco negro".

 

Em consonância com isto, o presidente do CEDU disse que a tecnologia "está chegando para transformar radicalmente" os negócios, a indústria e o emprego.

 

Varela advertiu que a economia digital fará "mudanças drásticas" na vida cotidiana e deu como exemplo o sistema financeiro que - com o desenvolvimento de tecnologias como a Blockchain - "será irreconhecível em 10 anos".

 

Em relação aos desafios do mercado de trabalho, Varela disse que há uma "importante mudança cultural" porque, ao contrário do que aconteceu até alguns anos atrás, hoje "o trabalho não é para toda a vida".

 

Além disso, ele disse que o Uruguai deve "mudar a maneira de abordar os estudos" e que é aconselhável "aprender a aprender constantemente", uma vez que a educação especializada será "chave" para enfrentar as mudanças.

 

O chefe do CEDU foi otimista e comentou que, além dos riscos, há uma oportunidade. "Raramente na história da civilização há mudanças tão particulares como as que estamos experimentando agora, e raramente um país não desenvolvido tem uma oportunidade tão grande de mudar suas condições. Neste jogo ele está sendo embaralhado novamente e isso nos dá a sorte de poder nos beneficiar", concluiu ele.

 

 

 

Fonte: El País

 

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