O evento aconteceu na segunda edição da Hackathon Agro durante a última Expo Prado, e a equipe já está pensando em comercializar a idéia inovadora.
No âmbito da 112ª edição da Expo Prado, a Hackathon Agro aconteceu pelo segundo ano consecutivo, organizada pela Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (CUTI), a Associação Rural do Uruguai (ARU), a Embaixada Britânica e a Fundação da Vinci, onde oito equipes estiveram presentes.
As propostas cobriram situações problemáticas enfrentadas pela agricultura uruguaia, nas quais equipes multidisciplinares tiveram que desenvolver um modelo de negócios com um protótipo viável que representasse uma solução.
A equipe vencedora era formada por Juan Francisco Kniazev, Carlos Capano e Agustín Ackermann, que se encontraram no mesmo dia da competição e vêm de perfis e idades diferentes. Kniazev, 21 anos, está em seu segundo ano na Faculdade de Agronomia de Udelar, Capano, 28, é estudante de negócios internacionais na Universidade Católica e Ackermann, 35, trabalha na área de programação e tecnologia.
O desafio proposto foi o desenvolvimento de mecanismos para a previsão de eventos climatológicos antes do aparecimento de doenças em certas culturas de inverno. A solução da equipe consistiu em conceber um modelo que, por meio de sensores instalados nas plantações, capturaria informações 24 horas por dia, que seriam então enviadas para uma plataforma web de inteligência artificial que processaria dados e preveria situações futuras a curto prazo.
Desta forma, o produtor pode receber esta informação, ajustada a certos alertas, e tomar ações ou decisões sobre sua cultura com base na situação que está vivenciando, disse Kniazev às Empresas & Negocios.
Os trabalhos começaram no sábado, 9 de setembro às nove da manhã e terminaram no dia seguinte às quatro da tarde. O projeto exigiu um estudo de mercado com validação dos próprios produtores, que foi feito através de uma pesquisa on-line, onde foram consultadas as perdas aproximadas devidas a doenças e a vontade de utilizar um sistema para evitá-las.
Eles também consultaram os produtores que estavam presentes no local do Prado. Eles também tiveram contato com especialistas sobre o assunto no estande do Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola (INIA).
Os dados coletados mostraram que, em nível nacional, devido a manchas de folhas em redes de cevada (a doença específica que foi estudada), os produtores uruguaios perdem cerca de 30% de sua produção. Com a solução proposta pela equipe, os agricultores podem reduzir esta perda em 10%.
"A Hackathon Agro é a oportunidade para os inovadores que querem empreender no mundo dos negócios ou das novas tecnologias".
O prêmio consistiu em uma viagem à Inglaterra para participar de uma conferência sobre tecnologias agrícolas e bioeconomia, assim como uma visita guiada e uma reunião com autoridades da Universidade Harper Adams. Sobre isto, Kniazev disse: "É uma grande oportunidade tanto para o desenvolvimento acadêmico quanto pessoal saber como eles trabalham na Inglaterra, os métodos que utilizam, as tecnologias que possuem, como são administrados e como nos alimentamos academicamente".
A equipe está trabalhando para patentear a idéia, portanto está atualmente em uma fase de validação do projeto. "Estamos verificando todos os dados com mais precisão e fatores de ajuste, mas o objetivo é comercializá-los e formar uma empresa que forneça este serviço", disse ele. Além disso, eles já estão gerando redes profissionais para estabelecer contatos e entrar no mercado mais tarde.
Como reflexão final do evento, Kniazev disse: "É uma grande oportunidade para as pessoas que têm idéias ou querem propor soluções e são capazes de detectar problemas que muitas pessoas não estão cientes.
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