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A América Latina está pronta para as redes cognitivas?

19/10/17

Temos um longo caminho a percorrer para chegar às redes cognitivas, mas com o SDN/NFV e a adoção de modelos de capacidade definida por software (SDC), estamos nos aproximando.
Tiempo de lectura: 2 minutos

2017 tem sido sem dúvida um ano de muitas mudanças para a América Latina. A maioria dos prestadores de serviços de telecomunicações está se esforçando para encontrar diferenciadores em uma região que está em constante processo de globalização.

 

Alguns operadores encontram seu diferencial na agilidade de prestação de serviços; outros na redução do custo total de propriedade (TCO).

 

É importante enfatizar que a despesa operacional (OPEX ou Operating Expense) se tornou um dos fatores mais influentes que diferenciam os serviços dos operadores.

 

As redes cognitivas abrem um horizonte de possibilidades para os operadores que procuram diferenciar seus serviços no mercado, racionalizando seus serviços e incorporando novos modelos econômicos para competir na região.

 

O que são eles?

 

O futuro das redes de transporte de informações dependerá das redes cognitivas que são constituídas por 5 pilares principais:

 

1. ferramentas analíticas avançadas

2. Aprendizagem da máquina

3. Redes Autônomas

4. Redes Predictivas

5. Redes Prescritivas

 

Este tipo de redes utilizará ferramentas analíticas e aprendizagem de máquinas para conhecer o estado real da rede.

 

Também automatizará tarefas de rotina que normalmente exigiriam intervenção humana, proporcionando autonomia em sua operação e manutenção.

 

Além disso, prevê problemas que podem ocorrer e prescreve possíveis soluções para otimizar as rotas de transporte ou mitigar os riscos.

 

Uma rede cognitiva reúne estes cinco pilares em um sistema coerente que permite à rede aprender ao longo do tempo sobre seus componentes e como reagir proativamente a possíveis mudanças.

 

Onde estamos?

 

O primeiro passo para redes cognitivas é assegurar que as redes de transporte sejam flexíveis e dinâmicas. Até hoje muitas das redes de transporte ótico na América Latina são estáticas e rígidas.

 

Talvez o passo fundamental para alcançar o dinamismo seja a adoção de modelos de Capacidade Definida de Software (SDC).

 

A capacidade definida por software é a característica que permite aos usuários usar a capacidade da rede como um recurso flexível e moldável.

 

Esta tecnologia permite que a largura de banda seja adquirida sob demanda, pode ser deslocada para onde é mais necessária e, além disso, reduz o processo de planejamento da rede de meses para minutos.

 

A Infinera tem sido pioneira na definição de modelos de consumo flexíveis para a camada fotônica. Em 2012 introduziu no mercado a largura de banda instantânea, que proporciona à indústria a capacidade de consumir largura de banda pré-paga juntamente com a ajuda de sua tecnologia de integração fotônica.

 

Em 2017, introduz uma nova forma de automatizar estes modelos de consumo com a Rede Instantânea: esta solução incorpora a capacidade das redes fotônicas de adotar modelos de provisionamento automatizado, incorporando a Largura de Banda Instantânea como um modelo de consumo de consumo por pagamento.

 

Como indústria, ainda temos um longo caminho a percorrer para chegar às redes cognitivas, mas com o advento da SDN/NFV e a adoção de modelos de capacidade definidos por software, estamos sem dúvida no início de uma transformação significativa em direção a uma nova era nas telecomunicações.

 

A América Latina está pronta e em processo de dar os primeiros passos para alcançar redes cognitivas no futuro.

 

 

Por Andrés Madero

Diretor de Arquitetura de Prestadores de Serviços da Infinera

 

 

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