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Dez instituições concordaram em promover políticas para levar mais meninas e mulheres à ciência e à tecnologia

15/12/17

A Mesa Redonda Interinstitucional de Mulheres em Ciência e Tecnologia assinou um acordo para compilar informações existentes e mapear instituições, políticas e ações no campo do gênero, a fim de definir objetivos comuns.
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O objetivo é reduzir a diferença de gênero na área das TIC e ciências básicas desmistificando que estas são áreas de conhecimento para os homens.

 

A Mesa Redonda Interinstitucional da Mulher em Ciência e Tecnologia foi criada em 2016 sob o Escritório de Planejamento e Orçamento (OPP) através da Assessoria de Gênero e Política Social e inclui o Ministério da Indústria, Energia e Minas, o Ministério da Educação e Cultura, a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação, o Instituto Nacional da Mulher, o Instituto de Pesquisa Biológica "Clemente Estable", o Plano Ceibal, a Universidade da República, a Administração Nacional de Educação Pública e a Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação.

 

Sua coordenadora, Mariana González Pírez, informou que este espaço de trabalho analisa as lacunas de gênero nas carreiras da STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Foi realizado um estudo sobre os diferentes estágios desde a entrada no sistema educacional, desempenho e desenvolvimento das mulheres em níveis superiores. 

 

González explicou que estas são carreiras que tradicionalmente e no imaginário estão mais relacionadas com o mundo masculino e que, mesmo em carreiras que durante os anos 80 tiveram um alto índice de matrículas de mulheres, como a engenharia informática, no Uruguai há um perceptível retrocesso. "O que estamos tentando fazer é reverter esta lacuna para que haja maior equidade na distribuição destes perfis no desenvolvimento de um modelo de país", disse ela.

 

As principais conclusões do trabalho realizado por esta mesa redonda revelam que, embora haja um discurso institucional sobre a importância de abordar as questões de gênero, elas não estão enraizadas nas políticas e permanecem vinculadas às pessoas e conselhos de administração que estão em vigor na época. Por outro lado, foi identificado que as políticas mais representadas são aquelas ligadas à mulher e à maternidade, embora se reconheça que elas ainda são insuficientes. 

 

A Ministra da Indústria, Energia e Minas (MIEM), Carolina Cosse, destacou a importância de promover uma política pública voltada para a participação de meninas, mulheres jovens e adultas na ciência e tecnologia. "O Uruguai não pode permitir que metade de sua população não esteja incluída no que é o futuro da produção", ela enfatizou. 

 

A participação de meninas nas olimpíadas de robótica e matemática é, em muitos casos, maior do que a participação de meninos, o que demonstra um interesse em aprender nestas áreas do conhecimento. "Não vamos permitir que estas meninas percam seu entusiasmo e não vamos colocar obstáculos ao seu desenvolvimento", enfatizou ele. Ela apontou que é necessário ter este assunto como prioridade na agenda do governo e ter o apoio de mães, pais, avós e avôs para que as meninas não tenham medo de estudar carreiras tradicionalmente associadas aos homens. 

 

MIEM promove várias ações de gênero através do Dia Anual das Meninas nas TIC, a atribuição de prêmios às mulheres empresárias e os aspectos de gênero são avaliados diariamente na avaliação dos projetos. 

 

Nesta ocasião, a Ministra Cosse apresentou uma proposta para trabalhar na criação de um portal que reúne informações sobre todas as ferramentas que o Estado tem para a promoção das mulheres e meninas na ciência e na tecnologia. Esta proposta se baseia nas lições aprendidas com o recém-criado Portal do Empreendedor, que conseguiu coordenar todos os programas de apoio às pequenas e médias empresas, fornecidos por 70 instituições. 

 

 

Fonte: Presidência

 

 

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