A proposta da Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (CUTI) de destinar US$ 4 milhões do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop) para gerar um programa específico de treinamento em tarefas exigidas pelo setor recebeu ontem o aval do Ministério do Trabalho e Previdência Social.
A diretoria da CUTI reuniu-se com o Ministro Ernesto Murro, o Subsecretário Nelson Loustaunau e o Diretor de Emprego, Eduardo Pereira. Lá eles explicaram o projeto que visa treinar cerca de 4.000 pessoas que depois terão acesso a estágios em empresas da indústria das TIC.

"Vemos esta proposta com muito bons olhos do governo, com os ajustes que têm que ser feitos para (implementá-la em) todo o país", disse Murro. A CUTI deve apresentar o projeto em duas semanas à diretoria do Inefop (representantes do governo, do Pit-Cnt e das câmaras de negócios). O presidente do sindicato, Álvaro Lamé, disse que "o principal desafio do setor é a falta de recursos humanos". Precisamos ter mais pessoas treinadas para continuar crescendo. As indústrias das TIC empregam 12.000 pessoas e "se houver mais pessoas, nós as levaremos todas", acrescentou ele.

A CUTI está pesquisando entre as empresas "o que (tipo de trabalhadores qualificados) vamos precisar em cinco anos" e depois focalizando o programa nesses aprendizados.
"Muitas pessoas pensam que se você não é um engenheiro não pode trabalhar (no setor), mas precisamos de habilidades diferentes. Hoje há uma enorme oferta para muitas pessoas com diferentes habilidades sem a necessidade de ser engenheiro, mas precisamos de uma oferta educacional muito mais focada", disse Lamé.
Por outro lado, na reunião foram feitos progressos em outra reivindicação da CUTI: promover uma lei regulando o teletrabalho - emprego remoto ou não presencial. A este respeito, Murro disse que "existem diferentes formas" de regulamentação e que as experiências de outros países devem ser observadas.

Fonte: El País
Conecta