A última pesquisa realizada pela Câmara Uruguaia de Tecnologia da Informação (Cuti) entre suas empresas associadas, correspondente a 2015, refletiu uma estagnação das exportações em relação ao ano anterior, atingindo US$ 277 milhões, enquanto as vendas no mercado interno registraram um aumento de 8,95% com vendas de US$ 791 milhões, lideradas pelos setores de Infra-estrutura e Serviços de TI.
Este aumento, que é registrado em um cenário econômico internacional e regional marcado pela incerteza e baixo crescimento, permitiu que o faturamento total do setor de Tecnologia da Informação (TIC) atingisse US$ 1.069 milhões, um valor 6,48% maior do que o registrado no mesmo período de 2014.
"O crescimento do mercado interno nos permitiu melhorar o volume de negócios em 2015. No entanto, estamos preocupados com a estagnação das exportações para este 2017, devido à queda abrupta do Brasil desde 2015 e às incertezas geradas em nosso principal cliente que são os Estados Unidos", disse Leonardo Loureiro, Vice Presidente de Mercados Globais da Cuti.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações (40,7%) seguidos pela Argentina (6,4%), Espanha (6,1%), Colômbia (5,6%) e Chile (5,4%). Em termos de presença física em outros mercados, 23% dos membros da Cuti informaram que também estão no exterior, principalmente em países como Argentina, Estados Unidos, Colômbia e Chile. 12% têm uma presença direta e 14% estão presentes indiretamente.
As vendas externas das filiais no exterior alcançaram US$ 66 milhões em 2015, o que significou um aumento de 30% sobre 2014, enquanto as exportações do Uruguai sofreram uma queda de 7% em 2015. Entretanto, as exportações desenvolveram um crescimento significativo a médio prazo, com uma taxa de crescimento anual nos últimos cinco anos de 3,5%.
O principal cliente estrangeiro das empresas parceiras da Cuti foi o setor empresarial privado, responsável por quase 80% das exportações em 2015. Em particular, 46% das vendas são dirigidas a grandes empresas, enquanto 30% vão para micro, pequenas ou médias empresas. Enquanto isso, as instituições financeiras capturam 13% das exportações e o setor público 6%. No nível das vendas locais, o setor privado também lidera as compras, absorvendo 60% delas, mas o peso das empresas públicas é maior, com 28% das compras.
Em termos de setores de atividade, o setor financeiro se destaca como o principal setor com o qual as empresas negociaram no ano passado, tanto localmente como no exterior. Em segundo lugar está o próprio setor das TIC, o que sugere a existência de um comércio intra-setor significativo. Em terceiro e quarto lugares para as exportações estão o setor logístico e industrial respectivamente, e no mercado local, os setores industrial e varejista.
Na análise geral por segmento de negócios, "Infra-estrutura de TI" registrou o maior volume de negócios com quase 40% do total, seguido por "Serviços de TI" apenas 10 pontos abaixo. Entretanto, se as vendas da Antel forem excluídas, "Serviços de TI" tem o maior volume de negócios.
O setor, de acordo com a medição da Cuti, gera quase 12.000 empregos, com taxas de rotatividade muito baixas. No nível do segmento, a "IT Services" emprega o maior número de pessoas, com aproximadamente 4.500 empregos, seguida pela "IT Infrastructure", com pouco mais de 3.000 empregos.
O emprego feminino representa 32%, um aumento de 2% em comparação com a última pesquisa. A Câmara realiza atividades que incentivam a participação das mulheres no setor e que têm permitido gerar uma tendência para a redução da diferença de gênero.
Em termos de idade, 63% dos empregos no setor são ocupados por pessoas com menos de 35 anos e apenas 7% têm mais de 50 anos de idade. Os jovens estão concentrados em cargos de especialista, assistente e administrativos, enquanto os cargos com maior proporção de pessoas acima de 50 anos são os de direção e gestão, pessoal comercial e de serviços.
Conecta