A diretoria da Câmara Uruguaia de Tecnologias da Informação (Cuti), liderada por seu presidente, Álvaro Lamé, e pelo vice-presidente do Comitê de Trabalho de Mercados Globais da Câmara, Leonardo Loureiro, reuniu-se com uma delegação do Ministério das Relações Exteriores como parte de uma série de reuniões que a organização realizou com diferentes autoridades.
O Ministro das Relações Exteriores, Rodolfo Nin Novoa, e o Subsecretário da mesma pasta, José Luis Cancela, participaram da reunião nos escritórios da Cuti, onde foram informados sobre as principais linhas de trabalho do setor e discutiram várias iniciativas de política internacional e como apoiar as relações comerciais para impulsionar ainda mais o crescimento do setor.
Loureiro explicou à delegação que em 2015 o faturamento total das empresas associadas da Cuti atingiu US$ 1.068 milhões e que a evolução das exportações e vendas no mercado cresceu de forma constante na última década, com um pico da primeira em 2013, que depois estagnou em resposta à queda do mercado brasileiro, seu segundo mercado de destino.
"Quase 40% das exportações do setor são destinadas aos Estados Unidos, seguidos pela Argentina, Espanha, Colômbia, México, Chile e Japão, que excedem 5% cada um. Além disso, os Estados Unidos, que há muito tempo têm sido o maior destino de exportação, decolou no ano passado", disse ele.
"Temos várias multinacionais uruguaias no setor, o que significa que elas têm uma presença física direta com escritórios estabelecidos. A maioria deles está concentrada no Chile e na Argentina, mas eles também chegam à Colômbia, Brasil e Estados Unidos", disse Loureiro. Ele acrescentou que o número nos Estados Unidos crescerá em 2016 porque muitas empresas estão tomando a decisão de se estabelecer fisicamente lá. Enquanto isso, a presença física indireta, com vendas através de parceiros e associados, está concentrada principalmente nos Estados Unidos e depois distribuída em vários países das Américas, como Paraguai, México, Colômbia e Argentina.
Como estratégias para o desenvolvimento de negócios, ele enfatizou que se espera trabalhar na internacionalização principalmente através de dois projetos: a formação de um acelerador de negócios para o qual serão buscados investimentos internacionais e o apoio do Ministério em missões comerciais que estão sendo planejadas.
"Trazer investimentos inteligentes, tais como empresas renomadas para se estabelecer no país e desenvolver pesquisa e inovação, é um interesse do setor. Para isso é necessário trabalhar com as diferentes delegações nas embaixadas. Os Estados Unidos são muito importantes porque há referências e na Europa também há empresas que são um farol para nós", informou Loureiro.
O chanceler avaliou a reunião como uma instância positiva devido à relevância dos serviços tecnológicos no Uruguai e porque é uma indústria muito bem valorizada e que traz benefícios ao país de mais de US$ 200 milhões em exportações e 12.000 empregos, registrando uma taxa de desemprego zero.
"A própria dinâmica do governo na construção de tratados e acordos comerciais significa que os serviços estão sempre presentes. Procuraremos ver como podemos ajudar a levantar barreiras e promover o desenvolvimento desta indústria através de nossa rede diplomática", confirmou ele.
Em termos de acordos, Nin ressaltou que ainda há um aspecto vital a resolver relacionado à mobilidade das pessoas. "Quando as pessoas viajam a outros países para trabalhar, vão com um visto de turista que, após três meses, obriga o trabalhador a sair. Temos que chegar a acordos para que estas restrições deixem de existir", disse ele.
O setor de TI no Uruguai emprega atualmente cerca de 12.000 pessoas. Cuti está em operação há 27 anos e é composta por mais de 350 empresas que vendem seus produtos e serviços em 52 mercados ao redor do mundo.
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